A Paz que excede todo o etendimento


“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5.1)

Hoje celebramos a ressurreição de Cristo. Longe de querermos definir com precisão as datas, estamos aqui para lembrar. De fato, o fazemos todos os meses em minha igreja, quando ceiamos juntos. Contudo, nesse período estamos em meio à propaganda e todas as festividades de Páscoa, o que aumenta o ensejo de falarmos sobre o assunto.

Não quero perder meu tempo falando que o coelhinho da páscoa não é a personagem central. Quero falar logo de Cristo, o Cordeiro pascal, e de sua obra. Nosso Redentor fez algo que ninguém teria a possibilidade de fazer em nossa relação com Deus: trouxe paz!

Antes, vivíamos em acintosa revolta contra Deus. Nossos pecados realmente faziam separação entre nós e Deus. Desde Adão, o homem não pode mais se achegar a Deus sem que alguém o cubra. Seus filhos tiveram de apresentar ofertas diante de Deus, tendo, até, de derramar sangue, ou seja, sem o qual ninguém estava coberto em seus pecados diante de Deus.

É por essa razão que vemos todos aqueles ritos de imolação e derramamento de sangue no AT. O Deus, que deu a vida, requeria vida para pagar a ofensa cometida. Mas, fica claro que homem não poderia ofertar sua própria vida, e que alguém teria de fazê-lo em seu lugar, tendo em vista que animais eram mortos no lugar de homens. Assim como Deus providenciou o cordeiro a ser imolado no lugar de Isaque, todos os outros servos de Deus mataram animais em seu próprio lugar. É a idéia de representação e substituição sendo afirmada por Deus.

O homem pecador, impuro e imperfeito, era como a ovelha cega, coxa, manchada e velha, ou seja, indesejável diante de Deus. Precisávamos de um homem perfeito, sem nenhum defeito, valioso o suficiente para substituir, verdadeiramente, outro homem. É evidente que os animais não eram suficientes, pois não tinham valor de homem, mas anunciavam a vinda de um homem em especial.

Nosso Redentor adentra a história da humanidade, para fazer, de uma vez por todas, o que os animais não conseguiam por si só. Hebreus 7 nos diz que nosso sumo sacerdote tinha de ser perfeito, sem mácula, o que nenhum do AT o foi. Também, sendo ele mesmo a oferta, além de ofertor, apresentou um valor e perfeição que nenhuma outra apresentou.

Sendo homem, pode, verdadeiramente, representar homem. Sendo Deus, pode representar a quantos homens desejasse. Portanto, quem mais poderia ter feito isso? Somente o Filho de Deus encarnado! Isso, para que soubéssemos que ele é o Filho de Deus, que tira o pecado do mundo, em quem o Pai se compraz, a quem devemos ouvir. Não é à toa que lemos em Efésios que o Pai predestinou todas as coisas para as fazer convergir ao Filho. Isso significa que páscoa, sacrifício, salvação, não se trata de nós, mas da glória do Cordeiro; da satisfação do Pai.

Satisfeito no sangue perfeito de seu Filho, podemos ter paz com Deus. Não pesa mais em nossa relação com Deus os pecados cometidos, pois foram todos colocados sobre a cruz. Agora, podemos ter uma relação de paz, e encontrar apoio para os tempos de aflição. Não somos mais afligidos pela iminente ira de Deus, o cordeiro pascal desviou a ira do Senhor de sobre nós. Não estamos mais segundo as inclinações da carne, do príncipe deste mundo, mas segundo aquele que nos vivificou.

Houve justiça verdadeira! Houve substituição verdadeira! O inocente se fez pecado! A ira de Deus foi aplacada! A vida foi conquista: JESUS RESSUSCITOU! Ele não ficou morto “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo ele as primícias dos que dormem.” (1Co 15.20) Porque ele vive, podemos nós viver também. Porque ele nos uniu a Deus, podemos experimentar vida em abundância.

Àquele que está sentado no trono e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos. (Ap 5.13)

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