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Um ídolo chamado conforto

23 São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim.) Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; muito mais em prisões; em açoites, sem medida; em perigos de morte, muitas vezes. 24 Cinco vezes recebi dos judeus uma quarentena de açoites menos um; 25 fui três vezes fustigado com varas; uma vez, apedrejado; em naufrágio, três vezes; uma noite e um dia passei na voragem do mar; 26 em jornadas, muitas vezes; em perigos de rios, em perigos de salteadores, em perigos entre patrícios, em perigos entre gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre falsos irmãos; 27 em trabalhos e fadigas, em vigílias, muitas vezes; em fome e sede, em jejuns, muitas vezes; em frio e nudez.” (2Co 11.23-27)
O texto de Paulo é impressionante. Em sua dedicação ao ministério da reconciliação ele passou por tantos sofrimentos, incluindo à lista sua própria morte nas mãos de César, que fica difícil para nós reclamarmos de qualquer coisa. Nesses tempos difíceis que temos tido,…

Covid-19 e a esperança de que tenhamos aprendido algo

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Para mim é muito difícil dizer há quantos dias estamos de confinamento. Como adoeci com uma dengue um bom tempo antes disso tudo, uma coisa já foi emendando na outra e estou em casa há tanto tempo que nem sei. Apesar disso, creio que tenho podido observar e aprender muitas coisas no confinamento, com as notícias e sobre a Igreja. No confinamento, aprendi que o tédio vem da desocupação. Estar no mesmo lugar não me impede de fazer muitas coisas diferentes. Em minha casa, converso com minha esposa, brinco com meu filho, tenho trabalhado muito, leio, jogo vídeo game, converso com meus irmãos, família, arrumo coisas em casa e por ai vai. Percebo que ao longo da vida vamos nos restringindo nos afazeres e atividades e, em situações como essa, percebemos que nos dedicamos tanto em tão poucas coisas que, quando privados delas, já não sabemos o que fazer. Portanto, creio ser bom que tenhamos uma vida que desfruta das mais variadas atividades, desde as mais frugais, até as mais nobres e…

Recuar não é desconfiar

Estamos enfrentando uma situação de exceção devido ao Corona vírus. Não lembro na história recente momentos em que a igreja tenha suspendido trabalhos e evitado se reunir. Contudo, precisamos compreender que há momentos para recuar, por mais que confiemos no Senhor. O rei Davi, mesmo sabendo ser ele um ungido do Senhor para tornar-se rei em Israel recuou.

Em 1Samuel 23.1-13 vemos esse momento de recuo por parte de Davi. Ainda perseguido por Saul e recusando-se a intentar contra o ungido do Senhor, Davi consulta a Deus sobre sua situação em Queilá. A resposta do Senhor é a de que os habitantes daquela terra estavam com Saul e entregariam Davi em suas mãos, caso permanecesse ali. Por maior que fosse a confiança de Davi nos planos de Deus, sabedor de como era o coração daquele povo, Davi recua e deixa a cidade.
Creio que poucos de nós têm a nítida noção do futuro que Deus reserva para nós. A não ser a volta de Cristo, não sabemos os planos do Senhor sobre os particulares de nossas vidas. S…

Interceptando o The Intercept

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“Quem são osevangélicos calvinistas que avançam silenciosamente no governo Bolsonaro” O problema inicia no título. Claramente tendencioso, quer tratar a aproximação de calvinistas no governo como algo escamoteado, sorrateiro e vil. Nunca houve silêncio quanto a isso. Calvinistas sempre deram seu apoio a Bolsonaro e sempre concordaram com diversas pautas de seu programa de governo e com seu pensamento quanto a várias questões, especialmente as que envolvem a moral e a ética, como o próprio texto de Ronilson Pacheco (na foto) destaca. Por detrás desse tipo de olhar há uma falsa ideia de que a religião não pode se aproximar do estado. Em determinado momento escreveu Pacheco:
Mas é um grupo que manifesta, de maneira quase unânime, seu interesse no campo da cultura, dos direitos humanos e da educação. Não disputaram ministérios mais cobiçados como economia, saúde, justiça nem órgãos e autarquias como BNDES, Caixa Econômica, Petrobras ou Correios. Seu alvo é onde os valores morais são disputad…

2 anos de alegria

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Hoje, meu filho, Joaquim, completa 2 anos. Nasceu às 10h da manhã do dia 15 de dezembro de 2017, depois de nos tirar da cama às 6h. Sua chegada simbolizava a alegria de quem já havia perdido dois no desejo de ser pai. A gestação de minha esposa não só era de risco, como descobrimos cedo demais. Deveria fazer só uns dias, pois estávamos acompanhando, para dar continuidade a um tratamento de reprodução assistida. A alegria superava as noites sem dormir direito. Tadinho estava sempre com cólica, acordava chorando de dor. Mas, com três meses as noites se tornaram tranquilas. Ele logo mostrou ao que veio: ser folgado. É daqueles que logo procura um cantinho para se espreguiçar e relaxar. Dorme a noite toda. Pernas ao ar, coberta na boca, um desenho para assistir e bucho cheio lhe fazem o dia. A empolgação também lhe é característica. Fica de pé horas, tentando participar do desenho predileto: Ursinhos carinhosos e seus primos. Bate palmas, chama-os, passa mão, lambe Tv, tudo isso já se torn…

Porta dos fundos e a revelação do gigante

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Porta dos Fundos é daqueles grupos que cristãos já deveriam ter parado de dar audiência há muito tempo. Contudo, recebo, com certa frequência, vídeos compartilhados por cristãos com algum episódio dessa gente. Isso é sério, pois demonstra que o riso para nós é mais importante que nossa fé achincalhada.
O desejo contínuo de desconstruir o cristianismo é parte integrante do pensamento marxista, defendido pela trupe. Dê uma boa olhada no Manifesto Comunista. Ali, ficam claras as perseguições ao cristianismo, Jesus e família. Cristianismo é a religião do opressor que visa deixar o pobre em seu devido lugar. Jesus é o símbolo de sofrimento a ser seguido pelo oprimido. A família nada mais é que a concentração e a perpetuação da concentração de capital. Portanto, não é de se espantar que o Porta dos Fundos gaste tanto tempo, dinheiro e energia atacando essas coisas. O último filme nada mais é que a demonstração de que nós, cristãos, ainda somos uma barreira para o estabelecimento de uma soc…

Todas as guerras são feitas em nome do deus "Eu"

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É comum em nossos dias a ideia de que toda guerra foi em nome de algum deus. Que o fanatismo religioso é responsável por mortes, destruição e tudo mais. Citam as cruzadas, o terrorismo islâmico e até mesmo alguns pirados que dizem ouvir vozes, como se isso fosse provocado pela religião e não pelo estado mental do indivíduo. Richard Dawkins, um ateu militante, escreveu um livro, Deus, um delírio, onde ele defende esse tipo de ideia.


A partir dele, passou a ser sinal de intelectualidade atacar a religião. Fortaleceu-se o pensamento de que todo religioso é um idiota ignorante. Mesmo alguns que se dizem cristãos defendem ideias forjadas em páginas da mais profunda canalhice intelectual, que seleciona acontecimentos convenientemente, a fim de embasar suas acusações. Gostam de falar da Idade Média, tratando-a como a “Idade das Trevas”. Contudo, esquecem que foi nesse período que a igreja católica iniciou universidades, pesquisas e estudos. Deixam de dizer que a produção filosófica e o desenv…