Paixão e morte


"Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões" (Romanos 6.12)

A Bíblia tem um nome para aqueles rompantes exagerados entorno de uma coisa: paixão. Você logo deve ter associado àquele sentimento que nos faz suspirar pela pessoa amada. Isso, de fato, pode estar incluído na ideia. Verdadeiramente, você pode estar tão aficionado por uma pessoa, que se move a ela com tuda a atenção e capacidades, num sentimento de que, ou se consegue o que se quer com tal pessoa, ou a felicidade será um sonho irrealizável.

Não é difícil fazer a ligação entre paixões e idolatria. A paixão é a idolatria fervilhando em nosso ser. Nesse estado, o homem não consegue raciocinar, pois com já é sabido, o “pecado emburrece”. Quando o rei que está em nosso corpo não é aquele que se define como a verdade de Deus, obviamente que nossas atitudes não serão um exemplo de sabedoria, racionalidade e prudência.

É pelo potencial destrutivo das paixões, que As Escrituras tanto nos alertam sobre isso. A figura aqui utilizada por Paulo nos remete, justamente, à ideia da idolatria. No lugar do Rei dos reis em nosso coração, colocamos nossas paixões. Aí, essa paixão pode ser uma coisa, uma pessoa, uma ideologia. Para isso, basta ver aqueles que se explodem em nome de um ideal; aqueles que matam por uma dose de droga; ou aqueles que aceitam lançar inocentes pela janela, para proteger uma relação doentia.

Alexandre Nardoni e Ana Carolina nos mostram justamente o porque de tal alerta bíblico. Para proteger e encobrir as ações de sua esposa, Alexandre “raciocinou” que lançar sua filha para morte seria a melhor maneira. O ciúme doentio de uma mulher exigiu de um homem que ela fosse a rainha de seu corpo. Movido pela submissão à uma relação desequilibrada, o pai matou. Movida pela paixão que se sentia ameaçada por uma criança, a madrasta, que também é mãe, ditou, como monarca de seu esposo, a sentença de morte.

Fica difícil, em nosso contexto, não ceder às paixões. Somos acostumados a pensar que devemos ter tudo que nos agrada. Isso significa, antes de tudo, que nossa sociedade coloca no trono de nossos corpos um rei bem conhecido: EU! Com um foco tão distorcido, logo nos sentimos pequenos diante de tantos desejos desenfreados. Viciar-se não é uma opção, mas a única forma de existir nessas condições.

Nosso senhor Jesus disse que aquele que peca é escravo do pecado. De rei, passamos, então, à súditos do pecado. Submissos às nossas paixões, estamos incapacitados a dar ouvidos à voz do Senhor. Diante de fatos como a tragédia da pequena Isabella, o cristão não pode achar que a busca pela santidade é só uma questão de nos parecermos mais com Cristo – o que já é suficiente para perseguimos com todas as nossas forças –, mas, diante dos efeitos do pecado sobre nossa mente, é uma questão de sanidade e de vida.

Talvez você pense que isso tudo é um exagero, mas tenho certeza que aquele casal não se uniu planejando matar, mas chegaram lá. As sábias palavras de nosso Salvador não são, portanto, um aviso de efeito, mas de profunda importância: “Vigiai e orai, para que não entreis em tentação”(14.38).

Comentários

  1. Paz, irmão Ricrdo Moura.

    Parabéns, pelo seu trabalho neste blog. Que Deus em Cristo Jesus lhe continue abençoando poderosamente.

    Estou seguindo o vosso blog.

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    Fica com Deus.
    Um abraço, Alexandre Pitante.

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  2. Irmão Alexandre.

    Muito obrigado por sua visita e por seguir meu humilde blog. Certamente darei aquela olhadela em seu blog.

    Grande abraço, naquele que traz paz que excede todo entendimento,
    Ricardo Moura

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