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Aborto, STF e anecéfalos

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    Nesta semana, vimos o STF aprovar o aborto para casos comprovados de anencefalia. Mas, o que é a anencefalia? Por que isso é tão importante, ao ponto de se descriminalizar o aborto desses fetos? É legítimo ao cristão fazer uso deste direito? Façamos uma avaliação.     A anencefalia é a ausência de cérebro e o topo da caixa craniana no feto. Por não haver cérebro, é impossível que uma criança nessas condições sobreviva ao nascer. Isso é fato, pois, sem cérebro, não há controle sobre os batimentos cardíacos, respiração e uma série de outras atividades vitais que, mesmo que não percebamos, são controladas pelo cérebro. O uso de ácido fólico é indicado assim que a gravidez é constada, nas primeiras semanas, para evitar este tipo de má formação.     Essa é uma discussão importante, pois, estamos falando do direito de se interromper a formação de uma vida e da confiança que um exame pré-natal tem. A questão é justamente esta, pois, quando se co...

"Eu Sou"

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Uma frase tem ocupado muito minha mente: “Ainda que o Senhor não nos tivesse dado promessas, e não nos tivesse abençoado tanto, e não nos tivesse justificado em Cristo, ainda assim ele continuaria a ser digno de toda honra, glória e louvor e completa dedicação de cada ser humano. Servi-lo tem a ver com seu ser, antes de tudo. Suas obras só acrescentam mais motivos para que o sirvamos.” A frase é minha mesmo e me ocupou tanto pelo fato de enfatizar o ser de Deus acima de qualquer coisa. Estamos tão acostumados com o louvor motivados pelas obras e promessas eternas de Deus, que penso que esquecemos que se Deus não tivesse dado, feito ou prometido qualquer outra coisa, seu grandioso ser e o simples fato de que por isso ele é o Criador, já deveria ser motivo suficiente para o servirmos. Gosto de me lembrar da conversa entre o Senhor e Moisés. Este, com a incumbência de falar com o Faraó para que libertasse Israel, pergunta a Deus qual era seu nome. A resposta do Senhor não poderia ser mais...

Falando corretamente com Deus

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Tornou-se comum no meio evangélico um linguajar meloso e romantizado de se cantar a Deus. Vemos músicas com belos arranjos e com letras que, com algumas mudanças aqui e ali, poderiam ser utilizadas por casais de namorados, sem dever nada aos ícones da música romântica. O argumento é de que isso é fruto de nossa intimidade com Deus, porém, temos de ter cuidado com o linguajar, pois existem palavras que usamos com os amigos, com parentes, com conjugues, enfim, nossas relações pedem um linguajar próprio para elas. Ainda que nosso relacionamento com Deus seja de intimidade, temos de nos lembrar que estamos íntimos de alguém que é muito superior a nós. Tratá-lo com um linguajar que usamos para com nossos semelhantes é um erro e até desrespeito. Os discípulos, por exemplo, mesmo andando com Jesus, comendo, dormindo, não deixaram de demonstrar, por meio do linguajar, que sabiam que estavam diante de alguém muito superior a eles. Lembremos, por exemplo, de João, o discípulo amado, que inclino...

As Inversões nossas de todo dia

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Ahhhh, a inversões diárias de nosso tempo. Eu ia postar mais um texto sobre piedade, mas a cena que presenciei ontem na novela das 21h – com padrão Globo de qualidade – me motivou a falar um pouco sobre essas inversões. A cena era o apoio que um dos protagonistas da história dava à saída de sua filha de casa, após uma briga com a mãe. Na cena de gratidão, numa pousada que serviria de novo lar para a filha, esta abraça o pai e diz: - Brigada, pai. Você é mais que um pai, é um amigo. Achei tão absurdo que perguntei à minha esposa se foi isso mesmo que ouvi. Logo me veio a mente essas inversões diárias, quando o que é principal é passado para trás pelo que é secundário. Nesse caso, o pai se torna menos que um amigo. O amigo passa ser aquele que demonstra amor, carinho, cuidado e compreensão. Pai é o cara que trabalha, para ganhar dinheiro, pergunta aonde você vai ao sair e dá uns pegas quando você sai da linha. Talvez esses que praticam tal inversão ganhem argumentos para tanto com a c...

Piedade

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    “Piedade, meu Deus, tende piedade de nós!” Quantas vezes não ouvimos esse clamor? No entanto, seu sentido nos desvia da definição bíblica de piedade. Enquanto o clamor iguala piedade a misericórdia, ou pena, as Escrituras tomam piedade em outro sentido. É importante que percebamos isso, para que nosso entendimento dos textos que utilizam este termo não seja comprometido e para que compreendamos como devemos ser piedosos.     Em 1 Timóteo 4.7-11 vemos diversos aspectos da piedade. Paulo instruiu Timóteo a exercitar-se na piedade e, depois disto, aborda como fazê-lo. Vemos ali o exercício da piedade como sendo o exercício da palavra, do procedimento, do amor, da fé e da pureza. Isso significa que a piedade é algo muito mais abrangente do que o ato de sentir pena. Resumindo o que aqui vemos, o que é apoiado por outras referências bíblicas, piedade é o conduzir-se segundo nossa fé.     Desta forma, agir com piedade exige de nós muito ma...

Barganhando com Deus

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Dia desses, conversando com uma ovelha de minha igreja, ouvi dela seu testemunho sobre uma benção recebida. Claro que sempre é ouvir das coisas que Deus tem feito por seus filhos, contudo, no meio do “bé, bé, bé”, ela me solta a frase: “Ai, eu já tinha deixado de trabalhar aos domingos fazia três meses e eu dizia: - ‘Senhor! Cadê minha benção?” Com a honestidade de quem não sabe o que diz, essa irmã revelou o sentimento que está na maioria de nós quanto ao nosso relacionamento com Deus: se eu fiz, tenho de receber algo em troca – a famosa barganha. De forma ingênua, nossa irmãzinha demonstrou uma compreensão do evangelho que é bem presente no evangelicalismo brasileiro. O impressionante é que tenho falado sempre sobre esse tipo de comportamento, mas parece que não entra na cabeça. As pessoas continuam olhando para sua obediência a Deus como uma forma de se alcançar méritos e benefícios junto ao Pai. Longe disto, a Palavra de Deus nos ensina que escolher o caminho da obediên...

O conceito bíblico de liberdade

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A liberdade é um desejo de todo ser humano; tal fato pode ser verificado por toda a história. Vemos povos lutando para se verem libertos de seus algozes. Homens lutando pela simples liberdade de serem negros, como na luta contra o Aparthaide na África do Sul. Por outro lado, a luta pela liberdade de hoje está longe de todas essas questões legítimas. O que vemos é um homem que luta por um tipo de liberdade mais individual. Podemos exemplificar essa liberdade individual através da contínua quebra de tabus de nossos dias. O constante questionamento dos padrões e o esforço de muitos de fazerem aceitáveis seus padrões e vontades, tem levado a sociedade a tolerar comportamentos e conceitos anteriormente marginalizados. O homossexualismo, o bissexualismo, o sadomasoquismo, o sexo antes do casamento, a virgindade como uma questão sem importância, a legalização de drogas, góticos, emos, grunges, punks, budistas, thaoistas, xintoístas, católicos, católicos carismáticos, pentecostais, ne...