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Por que sofrer é importante? - Parte 2

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4. Uni-nos aos que sofrem conosco: Quando vemos catástrofes pelo mundo a fora, é comum que, mesmo em outros países, haja uma movimentação para ajudar os afetados pela tragédia. Pessoas que jamais se moveram para ajudar a outros, se comovem e, de alguma forma, enviam sua ajuda aos que sofrem. O sofrimento, assim, é importante para unir as pessoas. Essa união é preponderante para que se supere o sofrer. A empatia e a simpatia humana se afloram pela capacidade que a maioria tem de se colocar no lugar do outro. Imaginar-se na dificuldade nos leva a abraçar os que sofrem – ou, pelo menos, deveria. Ai, é interessante notar que, como cristãos, podemos perceber a aproximação de dois grupos de pessoas: as que passam, ou passaram pela mesma dificuldade; e a própria igreja que assume o papel de chorar com os que choram. 4.1. Os que passam pela mesma situação: É mais fácil para os que viveram ou vivem a situação, compadecer-se com o sofrimento alheio. Em tempos difíceis, percebemos que o sofriment...

Por que sofrer é importante?

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Todos que sofrem, imagino eu, se fazem a pergunta: por que? A dúvida é tão profunda e a dor, por vezes, tão visceral, que pensamos não merecer o que passamos. Mais do que isso, muitos blasfemam e duvidam da ação de Deus em suas vidas. O humorista Chico Anisio, após a morte do filho da atriz Cecília Guimarães, disse não crer mais em Deus, pois, como pode ele permitir que algo tão terrível aconteça com um menino tão bom. O fato é que o ser humano não costuma lidar bem com o sofrimento. Sempre achamos que não somos merecedores das dores. Interessantemente, nessas horas encaramos Deus como um “evitador de sofrimentos”; ele é alguém que existe para me proteger das situações de dor e garantir que as lágrimas não me cheguem aos olhos. Para qualquer um com o mínimo de conhecimento sério da Bíblia, tudo isso é um absurdo, embasado numa teologia humanista, bem antropocêntrica. De fato, uma epistemologia capenga, ou antropocêntrica, nos conduz a essa visão, na qual o Criador se volta para a cria...

"Nu saí do ventre de minha mãe e nu voltarei; o SENHOR o deu e o SENHOR o tomou; bendito seja o nome do SENHOR!" Jó 1.21

Certamente este é o texto mais difícil de minha vida que escrevo. Ler as palavras do livro de Jó e vivenciá-las em nossa própria vida, nos dá uma dimensão nova do sofrimento e da fé. Depois de alguns meses de alegria e sonho, minha esposa e eu tivemos de ouvir que nosso bebê provavelmente não sobreviverá. Devido ao peso da placenta, seu útero não suportou e a bolsa desceu, passando pelo cólon do útero. Inevitavelmente, a bolsa estourou e os médicos nos avisaram que não há meio de nosso bebê sobreviver. O mais duro é saber que ele está bem, sem deformações, com o coração batendo forte. Por lei, os médicos tem de esperar pela parada do coração. Esta espera é brutal para nosso coração. Não tenho mais lágrimas e tenho de ser forte para dar apoio à minha esposa. Já estávamos apegados por demais a esta herança de Deus e saber que a vida está, aos pouco, esvaindo-se de seu corpo, na expectativa da hora de tirá-lo de lá é certamente a dor mais forte que já senti. Por outro lado, há a poss...

Solo Christus

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Ontem comemoramos os 493 anos da Reforma Protestante, bom, pelo menos, em minha igreja o fizemos. Devido às correrias, não pude postar nada, como era meu desejo, mas, como diz o “velho deitado”: - “antes à tarde do que nunca”. Por duas vezes, uma ontem e outra há duas semanas na Igreja Presbiteriana de Osasco, preguei com ênfase no slogan: Solo Christus. Essas duas palavras latinas servem para resumir a doutrina de que somente Jesus Cristo é nosso mediador diante de Deus. Qualquer um que conhece a história sabe a importância desta verdade bíblica. No tempo da Reforma Protestante, a Igreja Católica vendia indulgências, afirmando ter o controle da salvação, as chaves do céu. Apoiado na infabilidade papal e no desejo de construir a basílica de São Pedro, Leão X tinha em Tetzel um de seus grandes coletores de fundos. Com frases como “ao soar da moeda no fundo do gazofilácio uma alma sai do purgatório”, ou coisa do gênero, Tetzel arrecadava de quem podia e de quem não podia pagar. As pessoa...

Uma dura realidade, um futuro desanimador

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Ontem, fui assistir o Tropa de Elite 2. O filme é “fantástico de bom”, porém, desanimador. História bem amarrada, cheia de ação e com uma filmagem excelente, o filme desanima por mostrar de modo vívido a realidade da corrupção brasileira e suas consequências nas mais diversas áreas da sociedade. Não há novidades, mas a representação da sociedade carioca, com claras referências à pessoas reais, como ao ex-governador Antony Garotinho e o apresentador Wagner Montes, dentre outros, transportam o expectador à sua própria realidade, mas sem o risco de ser afetado por ela. Bons atores e o velho drama do Nascimento, que ainda se vê afetado por sua escolha em ser um policial que luta, realmente, contra o crime, nos deixam de olhos grudados na telona, torcendo para que os f#@$%¨* dos corruptos se deem mal. Contudo, o que mais me chamou a atenção no filme não foram as tomadas “iradas”, os diálogos carregados de realidade e as cenas cheias de ação e tiros – muitos tiros. Não, não, o mais impre...

http://cbn.globoradio.globo.com/Player/player.htm?audio=2010/colunas/lucia_100915&OAS_sitepage=cbn/comentarios/luciahippolito

vejam esse link acima. copiem e colem em seus navegadores. Acho muito interessante. Não tenho me manifestado muito quanto à política, até porque tem gente muito melhor do que eu comentando e dizendo o que penso. Mas, para deixar claro, votei na Marina e sou coerente, não vou votar em nenhum dos dois: NULO NA CABEÇA!!!

Mineiros e o preço da ganância

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Espero que você tenha acompanhado todo o trabalho para o resgate dos mineiros presos a 630m de profundidade no Chile. Trabalhadores de uma mineradora com dificuldades financeiras, eles estavam presos há mais de dois meses, recebendo apoio dos de fora, mas ao olhar para uma situação dessas, podemos nos questionar sobre o valor das coisas. Esses mineiros, como milhares de outros no mundo, são vítimas da ganância humana. Visando o lucro e esquecendo-se do que realmente importa, o homem se coloca em situações nas quais o preço é sua vida. A eterna busca pelo ter é o grande problema. Vazio de um significado que vá além dessa vida, o ser humano busca algo que o complete. Nessa busca, seus olhos se voltam para a riqueza, posses e bens que lhes confiram significado. Não é difícil de se entender o porque de tantas pessoas definirem outras por sua posição social. Na falta de parâmetros éticos, fundamentados na fé em um Deus superior e fonte do conceito de certo e errado, os gananciosos definem s...