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Qualidades essenciais do conselheiro cristão

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http://www.epcba.com.br/portal/conteudo,40,0,1,le,aconselhamento-redentivo.html Introdução                 Observando as Escrituras, vemos várias instruções que penso serem próprias ao conselheiro bíblico. Temos instruções para que haja consolo, conselho, admoestação, instrução e discipulado no seio da igreja. As características próprias para que tais atividades possam ser corretamente desempenhadas pelos cristãos são, portanto, aqueles indispensáveis ao conselheiro bíblico.  Nesse sentido, podendo haver outras atividades, podemos tomar as seguintes essas atividades como diretrizes, para que, destas, investiguemos as qualidades essenciais do conselheiro bíblico. Consolo tem a ver com os momentos difíceis da vida. É a atividade que exige qualidades que ligue o conselheiro e o aconselhado além do conteúdo. Emoções estão fortemente envolvidas e as qualidades do conselheiro devem atender a necessidade do aconselhado a um tempo de cho...
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Família é como qualquer ciclo de convívio. Temos pessoas de todos os tipos, com seus defeitos e qualidades. A diferença está em seu papel, logo, em seu significado para cada um de nós. Famílias que se dão bem fazem grande diferença na vida das pessoas e garantem um adulto sadio e bem resolvido. Por outro lado, uma família desestruturada gera adultos inseguros, por vezes violentos e arredios ao convívio social. A profundidade dos problemas mostra a importância da família. Interessantemente, nesses anos de pastorado, tenho observado que as pessoas têm poucos problemas de família. Você pode pensar que estou errado e tenho prestado pouca atenção àqueles que adentram o gabinete pastoral, mas pensemos um pouco. O que de fato atrapalha não é a família, mas os pecados individuais. É o marido iracundo que não tem a menor paciência com os filhos. A esposa super-protetora que reage com mais violência verbal, esquecendo-se de ajudar o marido em seus pecados. Filhos sem bons exemplos que prefere...
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Dia desses, ouvindo o pregador americano, Mark Dever, tive minha atenção chamada para três perigos que a Igreja corre. Obviamente não são apenas esses três, no entanto, eles são dos mais evidentes, tendo em vista os modismos “cristãos” presentes em diversas igrejas. Segundo Dever, existe o perigo da igreja sem santidade, sem sofrimento e sem amor. A igreja sem santidade é alimentada pela supervalorização da privacidade. Hoje em dia, os membros das igrejas trazem da sociedade o pensamento de que ninguém tem nada com sua vida. Ainda que a Escritura não nos autorize à intromissão ela nos fala de mutualidades que apontam que a privacidade não significa direito a fazer o que se quer sem ser questionado. Expressões como: “exortai-vos” (Hb 3.13); aconselhai-vos e suportai-vos (Cl 3.16); orai uns pelos outros (Tg 5.16), nos mostram que a figura do corpo, utilizada por Paulo, não era apenas um exemplo, mas um modelo de nosso convívio, que nos mostra o quanto nossas vidas interessam uns aos o...

Quando o medo nos domina

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    Se você é como eu, então já errou por se importar mais, ou temer mais, aquilo que deveria vir depois. Isso é resultado dos medos que temos no coração, muito alimentados pela ansiedade, que nos leva a uma posição de urgência e vulnerabilidade, que mais tem a ver com a forma como lidamos com as circunstâncias, do que com a realidade em si. Esse medo nos domina e dirige nossas ações, levando-nos à escolhas indevidas, pecaminosas, que só agravam nossa situação.     Em 1 Samuel 13, versos 8-13, vemos um momento desses na vida de Saul. Este recebeu ordem do sacerdote Samuel, para que o esperasse 7 dias em Gilgal, próximo ao campo de batalha contras os filisteus,a fim de que o sacerdote oferecesse sacrifícios diante do Senhor. Tal trabalho tinha de ser feito unicamente pelo sacerdote – conforme ensina a Lei de Moisés –, no entanto, Saul viu a multidão se afastando pela demora de Samuel e ainda lembrava dos filisteus que se preparavam para a batalha, el...

Mensalão, Joaquim Barbosa e fé: podemos aprender algo

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    Estamos todos felizes com a condenação do núcleo político dos acusados no caso do “Mensalão”. Acostumados a ver tudo acabar em “pizza”, poucos acreditavam que esse processo poderia ter um desfecho desses.     Mais do que isso, pouco imaginávamos que algum juiz seria alvo da admiração e apoio tão forte da população. Joaquim Barbosa não só mostrou-se coerente, como também engajado na defesa de seu voto, de suas ideias, como também comprometido em exigir o mesmo de alguns companheiros de capa.     É muito bom esse momento, contudo, temos de olhar para ele com a preocupação de quem tem princípios e ideais atacados a todo o momento. Vimos ali um juiz defendendo nossas leis e aquilo em que ele acreditava, no entanto, muitos de nós, conhecedores da Palavra e engajados no Reino, não tem tido a mesma firmeza em defender e a mesma coerência em viver os princípios do evangelho.     Dia a dia, perdemos a noção de que fé e vida não s...

Uma necessidade de todo pastor

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Ontem, tivemos um encontro muito prazeroso no Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição – onde fiz meu bacharelado. Foi muito bom rever amigos e conhecer alguns alunos anteriores ao meu tempo e também foi muito agradável ouvir o irmão Rev. Antônio Coine. Ouvimos da experiência pastoral deste irmão com mais de 42 anos de ministério. Muito se aprendeu e posso dizer que pessoalmente muito me motivei com as palavras deste irmão. Algo, porém, calou mais fundo em meu coração. Quando falávamos sobre a vida devocional dos pastores, ouvindo atentamente ao irmão Coine, compreendi que, na solidão pastoral, a vida devocional do pastor é o momento em que ele pastoreia seu próprio coração, abrindo-se na presença de Deus. E nesses 10 anos de ministério, posso dizer que essa é uma das lições mais preciosas que aprendi ao longo da caminhada pastoral. Um pastor que não se debruça sobre a Bíblia sem aquele ar profissional de se tirar dali um sermão, desaprende a admi...

Aborto, STF e anecéfalos

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    Nesta semana, vimos o STF aprovar o aborto para casos comprovados de anencefalia. Mas, o que é a anencefalia? Por que isso é tão importante, ao ponto de se descriminalizar o aborto desses fetos? É legítimo ao cristão fazer uso deste direito? Façamos uma avaliação.     A anencefalia é a ausência de cérebro e o topo da caixa craniana no feto. Por não haver cérebro, é impossível que uma criança nessas condições sobreviva ao nascer. Isso é fato, pois, sem cérebro, não há controle sobre os batimentos cardíacos, respiração e uma série de outras atividades vitais que, mesmo que não percebamos, são controladas pelo cérebro. O uso de ácido fólico é indicado assim que a gravidez é constada, nas primeiras semanas, para evitar este tipo de má formação.     Essa é uma discussão importante, pois, estamos falando do direito de se interromper a formação de uma vida e da confiança que um exame pré-natal tem. A questão é justamente esta, pois, quando se co...