Família é como qualquer ciclo de convívio. Temos pessoas de todos os tipos, com seus defeitos e qualidades. A diferença está em seu papel, logo, em seu significado para cada um de nós. Famílias que se dão bem fazem grande diferença na vida das pessoas e garantem um adulto sadio e bem resolvido. Por outro lado, uma família desestruturada gera adultos inseguros, por vezes violentos e arredios ao convívio social. A profundidade dos problemas mostra a importância da família. Interessantemente, nesses anos de pastorado, tenho observado que as pessoas têm poucos problemas de família. Você pode pensar que estou errado e tenho prestado pouca atenção àqueles que adentram o gabinete pastoral, mas pensemos um pouco. O que de fato atrapalha não é a família, mas os pecados individuais. É o marido iracundo que não tem a menor paciência com os filhos. A esposa super-protetora que reage com mais violência verbal, esquecendo-se de ajudar o marido em seus pecados. Filhos sem bons exemplos que prefere...
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Dia desses, ouvindo o pregador americano, Mark Dever, tive minha atenção chamada para três perigos que a Igreja corre. Obviamente não são apenas esses três, no entanto, eles são dos mais evidentes, tendo em vista os modismos “cristãos” presentes em diversas igrejas. Segundo Dever, existe o perigo da igreja sem santidade, sem sofrimento e sem amor. A igreja sem santidade é alimentada pela supervalorização da privacidade. Hoje em dia, os membros das igrejas trazem da sociedade o pensamento de que ninguém tem nada com sua vida. Ainda que a Escritura não nos autorize à intromissão ela nos fala de mutualidades que apontam que a privacidade não significa direito a fazer o que se quer sem ser questionado. Expressões como: “exortai-vos” (Hb 3.13); aconselhai-vos e suportai-vos (Cl 3.16); orai uns pelos outros (Tg 5.16), nos mostram que a figura do corpo, utilizada por Paulo, não era apenas um exemplo, mas um modelo de nosso convívio, que nos mostra o quanto nossas vidas interessam uns aos o...
Quando o medo nos domina
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Se você é como eu, então já errou por se importar mais, ou temer mais, aquilo que deveria vir depois. Isso é resultado dos medos que temos no coração, muito alimentados pela ansiedade, que nos leva a uma posição de urgência e vulnerabilidade, que mais tem a ver com a forma como lidamos com as circunstâncias, do que com a realidade em si. Esse medo nos domina e dirige nossas ações, levando-nos à escolhas indevidas, pecaminosas, que só agravam nossa situação. Em 1 Samuel 13, versos 8-13, vemos um momento desses na vida de Saul. Este recebeu ordem do sacerdote Samuel, para que o esperasse 7 dias em Gilgal, próximo ao campo de batalha contras os filisteus,a fim de que o sacerdote oferecesse sacrifícios diante do Senhor. Tal trabalho tinha de ser feito unicamente pelo sacerdote – conforme ensina a Lei de Moisés –, no entanto, Saul viu a multidão se afastando pela demora de Samuel e ainda lembrava dos filisteus que se preparavam para a batalha, el...
Mensalão, Joaquim Barbosa e fé: podemos aprender algo
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Estamos todos felizes com a condenação do núcleo político dos acusados no caso do “Mensalão”. Acostumados a ver tudo acabar em “pizza”, poucos acreditavam que esse processo poderia ter um desfecho desses. Mais do que isso, pouco imaginávamos que algum juiz seria alvo da admiração e apoio tão forte da população. Joaquim Barbosa não só mostrou-se coerente, como também engajado na defesa de seu voto, de suas ideias, como também comprometido em exigir o mesmo de alguns companheiros de capa. É muito bom esse momento, contudo, temos de olhar para ele com a preocupação de quem tem princípios e ideais atacados a todo o momento. Vimos ali um juiz defendendo nossas leis e aquilo em que ele acreditava, no entanto, muitos de nós, conhecedores da Palavra e engajados no Reino, não tem tido a mesma firmeza em defender e a mesma coerência em viver os princípios do evangelho. Dia a dia, perdemos a noção de que fé e vida não s...
Uma necessidade de todo pastor
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Ontem, tivemos um encontro muito prazeroso no Seminário Teológico Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição – onde fiz meu bacharelado. Foi muito bom rever amigos e conhecer alguns alunos anteriores ao meu tempo e também foi muito agradável ouvir o irmão Rev. Antônio Coine. Ouvimos da experiência pastoral deste irmão com mais de 42 anos de ministério. Muito se aprendeu e posso dizer que pessoalmente muito me motivei com as palavras deste irmão. Algo, porém, calou mais fundo em meu coração. Quando falávamos sobre a vida devocional dos pastores, ouvindo atentamente ao irmão Coine, compreendi que, na solidão pastoral, a vida devocional do pastor é o momento em que ele pastoreia seu próprio coração, abrindo-se na presença de Deus. E nesses 10 anos de ministério, posso dizer que essa é uma das lições mais preciosas que aprendi ao longo da caminhada pastoral. Um pastor que não se debruça sobre a Bíblia sem aquele ar profissional de se tirar dali um sermão, desaprende a admi...
Aborto, STF e anecéfalos
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Nesta semana, vimos o STF aprovar o aborto para casos comprovados de anencefalia. Mas, o que é a anencefalia? Por que isso é tão importante, ao ponto de se descriminalizar o aborto desses fetos? É legítimo ao cristão fazer uso deste direito? Façamos uma avaliação. A anencefalia é a ausência de cérebro e o topo da caixa craniana no feto. Por não haver cérebro, é impossível que uma criança nessas condições sobreviva ao nascer. Isso é fato, pois, sem cérebro, não há controle sobre os batimentos cardíacos, respiração e uma série de outras atividades vitais que, mesmo que não percebamos, são controladas pelo cérebro. O uso de ácido fólico é indicado assim que a gravidez é constada, nas primeiras semanas, para evitar este tipo de má formação. Essa é uma discussão importante, pois, estamos falando do direito de se interromper a formação de uma vida e da confiança que um exame pré-natal tem. A questão é justamente esta, pois, quando se co...
"Eu Sou"
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Uma frase tem ocupado muito minha mente: “Ainda que o Senhor não nos tivesse dado promessas, e não nos tivesse abençoado tanto, e não nos tivesse justificado em Cristo, ainda assim ele continuaria a ser digno de toda honra, glória e louvor e completa dedicação de cada ser humano. Servi-lo tem a ver com seu ser, antes de tudo. Suas obras só acrescentam mais motivos para que o sirvamos.” A frase é minha mesmo e me ocupou tanto pelo fato de enfatizar o ser de Deus acima de qualquer coisa. Estamos tão acostumados com o louvor motivados pelas obras e promessas eternas de Deus, que penso que esquecemos que se Deus não tivesse dado, feito ou prometido qualquer outra coisa, seu grandioso ser e o simples fato de que por isso ele é o Criador, já deveria ser motivo suficiente para o servirmos. Gosto de me lembrar da conversa entre o Senhor e Moisés. Este, com a incumbência de falar com o Faraó para que libertasse Israel, pergunta a Deus qual era seu nome. A resposta do Senhor não poderia ser mais...