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Impressões de um lugarejo americano.

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Graças a meu pai, estou desfruntando de umas férias em NY. Foi uma troca de favores: ele queria mandar a esposa dele para passear e eu viajaria junto, mas tendo de deixar minha esposa sozinha, pois ela não pode tirar férias. No entanto, mesmo sendo nesse esquema tenho muito que agradecer a meu pai que, sempre que pode, proporciona bons momentos pra mim, além de muitas outras coisas; sem contar que minha madrasta e eu nos damos muito bem. Depois de 4 dias completos na “Big Apple”, vejo algumas coisas interessantes por aqui (muitas, de fato, mas algumas me chamaram mais atenção). A primeira delas é que não vejo relógios e termômetros espalhados pelas ruas, como aqueles muito comuns no Brasil. Nunca sei a que temperatura estamos, só que está frio o suficiente para não pensarmos em sair sem os casacos. Tão pouco sabemos que horas, a menos que levemos conosco um relógio. Parece que as pessoas só estão na rua de passagem, que saíram de um lugar numa determinada hora e tudo o que interessa é ...

A graça que nos faz ir adiante.

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O homem gosta de complicar as coisas. Por mais que desejemos que a vida seja fácil e sem suas complicações, nosso pecado nos conduz às complicações que nos atrasam. Quantos de nós não estão anos a fio, presos a coisas que há muito poderiam ser deixadas de lado. O sentimento de culpa, por exemplo, é uma das grandes complicações que nos impedem de prosseguir. Conheço pessoas que ocupam suas mentes durante anos, presos à culpa por causa de pecados cometidos no passado. Essas pessoas dizem ter pedido perdão a Deus, mas não conseguem se convencer de seu perdão. Isso não só as conduz a uma prisão de sofrimento e estagnação, como também as torna culpadas do pecado da falta de confiança em Deus. Pedir perdão a Deus e não confiar que perdoa é não confiar em sua fidelidade ao que ele diz – ou seja, a ele mesmo, não a nós. Além disso, demonstra que não achamos a obra de Cristo suficiente para cobrir algum de nossos pecados. Outra complicação que inventamos é, que de alguma forma se liga ao que vi...

"Teleincomunicação" e a depravação humana.

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Olá a todos. Depois de um longo período sem Internet, com sinceros agradecimentos à Telefônica-SP, que me deixou sem telefone fixo e banda larga desde o dia 18/12/09, estou aqui novamente. Já viram que não estou com aqueles humores, depois de tanta discussão com uma empresa “chinfrim” como essa. Foram inúmeros contatos para que eles transferissem uma linha de meu antigo endereço para o novo e nada; o pior é que para eles o serviço havia sido feito dois dias após minha solicitação. O bom é que estou com Internet móvel, agora mais rápida e onde eu quiser – por isso eu agradeço a Telefônica. Esse acontecido, que não foi o primeiro perrengue que tive com essa “empreseca”, mas serve para vermos o quanto nos maltratamos e o quanto somos insistentes no erro. Para que você tenha uma idéia, meus problemas com a telefônica ficaram realmente feios depois que cancelei duas linhas comerciais que tinha. Tais linhas foram canceladas em dezembro de 2008, mas em fevereiro de 2009 eu ainda recebia cobr...

Criados para responsabildade

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Bom, estamos “nóis” ai de novo. A vida tá corrida e as responsabilidades só crescem. Estou para mudar para meu novo apartamento e a ansiedade está grande. Mas vamos para nosso ponto, que é o de vermos a consistência do fato de Deus ser o criador de tudo que existe, seja em termos físicos, conceituais, circunstanciais e espirituais, com a responsabilidade humana. Esse ponto logo emerge quando buscamos estabelecer uma epistemologia pautada numa realidade criada. A pergunta é óbvia: “se tudo é criado por Deus, então, onde está nossa responsabilidade?” O problema nesses casos está justamente em vermos o conceito de responsabilidade do Criador, ao invés do nosso. Para nós, responsabilidade está ligada à possibilidade de se fazer diferente daquilo que escolhemos; de outra forma, responsabiliza-se a pessoa que tinha duas possibilidades diante de si e a liberdade de autonomia de poder escolher entre essas duas opções. Contudo, essa visão carece de uma avaliação cuidadosa. Vamos pensar em como...

Criados para o Criador

Como escrevi na última postagem, vamos tratar sobre as implicações epistemológica para a teotelologia do universo. De fato, o que iremos trabalhar é quais são as consequências para nosso entendimento do propósito da criação, diante do fato de que tudo é criado. Além de entendermos que Deus estabeleceu cada aspecto da existência de tudo o que há, temos como consequência que tudo que foi criado o foi para satisfazer seu criador. O que tem de ficar claro é que o Senhor criou para si. Não podemos pensar que alguém se dedicaria tanto no estabelecimento de um plano e na execução de tudo que está ligado a ele, se não fosse para sua satisfação. Diferentemente do que muitos podem pensar, entender que estamos num mundo criado é entender que este mundo, totalmente estabelecido e controlado por aquele que o criou – justamente por isso é que ele o controla – é entender que tudo isso é voltado para seu criador. Unindo as duas idéias, podemos ver que, ao estabelecer cada ser que há na criação, in...

Predestinação, vamos tentar chegar lá?

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Faz um bom tempo que não posto algo em meu blog. A correria do dia a dia tem me afastado dessa atividade – escrever – que tanto gosto. Não tive tempo nem de falar sobre a Reforma no dia 31, pois estava envolvido com as comemorações de meu presbitério, que por sinal sou o presidente. Desde minha última postagem muita coisa tem acontecido e até já vislumbrando minha mudança para meu novo lar – estamos realmente ansiosos. Apesar de todos os acontecidos, tenho tido o desejo de escrever sobre algo que dá pano para manga há muito tempo na vida de minhas ovelhas, e na história da igreja: Predestinação. Essa palavra soa quase como um palavrão aos ouvidos de muitos, ao ponto de alguns palhaços do evangelicalismo brasileiro dizerem que é doutrina do diabo. Não nego a controvérsia entorno do assunto, mas não podemos simplesmente tratá-lo como um bicho de sete cabeças, incompreensível e execrável. Afinal, essa doutrina é ensinada e defendida desde o início da igreja, o que nos leva a crer que, ...

Alegria na herança

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Como um herdeiro da Reforma Protestante tenho muito que agradecer a Deus. Em primeiro lugar, sair do jugo católico trouxe uma nova perspectiva de relacionamento com Deus. Com a doutrina do sacerdócio universal não mais precisamos nos submeter à vontade de um clero que se coloca na posição de indispensável. Com isso, não mais tememos a excomunhão, ainda praticada, tão pouco temos a necessidade de sair de onde estamos para louvar a Deus. Em segundo lugar, podemos ter verdadeiro conhecimento da vontade de Deus. Com a Bíblia traduzida para o vernáculo, todos podem examiná-la e verificar se o que se prega é bíblico. Antes, o conhecimento era fechado ao povo e aberto somente a uns poucos do alto clero. Documentos secretos, a Bíblia no máximo em Latim e um constante atravanco do desenvolvimento científico legaram ao povo séculos de escuridão, longe da verdade que liberta. Com a Reforma, a pregação da Palavra ganhou seu brilho novamente: Cristo! Aliás, a pessoa de Cristo ganhou seu lugar de...