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Epicuro Epicuro nasceu entre 342 e 341 a.C. em Samos. Foi para Atenas por volta de 321 a.C., onde fundou sua escola em 306 a.C. em sua casa. Em seu Testamento, deixou o jardim de sua casa “para todos os que assistam a filosofia em minha escola” (EPICURO, 1994, p. 3). Possivelmente, teve influências de Platão e Aristóteles, mas foram as descobertas do oriente e a escola peripatética de estudos naturais que muito contribuíram para sua visão de mundo. Junto com Demócrito – não por meio de uma parceria, necessariamente, mas com algum relacionamento –, desenvolveu a filosofia que estruturou o empirismo. (Cf. i bidem, p.  XIV) A realidade para Epicuro era fruto da matéria. Em sua carta a Heródoto ele afirmou: “Em primeiro lugar, nada nasce do que não existe, porque se tudo nascera de tudo (de si mesmo), não haveria necessidade de sementes.” ( Epicuro , 1994, p. 9) Para ele o universo sempre foi e sempre será da forma como é, pois tudo que há está nele e nada há fora para causar alg...

Ovelhas e ironias: um lembrete para entendermos a Bíblia

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Dia desses, em um de nossos estudos de quinta-feira, fiz um comentário sobre a parábola da ovelha perdida. Minha fala causou estranheza a alguns irmãos que pensavam que a parábola tivesse outro sentido, ou melhor, tivesse outro pano de fundo. Nesta parábola contada em Lucas 15.1-8, vemos Jesus falar que deixaria 99 ovelhas no deserto para procurar uma ovelha perdida. Contudo, Cristo fala isso perguntando: “Qual, dentre vós, é o homem que, possuindo cem ovelhas e perdendo uma delas, não deixa no deserto as noventa e nove e vai em busca da que se perdeu, até encontrá-la?” (v.4) Diante desta pergunta do Senhor, dei a resposta: “Ninguém!” Os irmãos olharam desconfiados, pois todos leem esse texto, como se Jesus estivesse falando algo óbvio e corriqueiro. Mas pense comigo: quem deixaria 99 ovelhas no deserto, sem sua supervisão, para buscar apenas uma?! Entendeu? Jesus estava falando um absurdo. Algo para confundir a sabedoria deste mundo e responder aos escribas e fariseus que o que...

Qualidades essenciais do conselheiro cristão

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http://www.epcba.com.br/portal/conteudo,40,0,1,le,aconselhamento-redentivo.html Introdução                 Observando as Escrituras, vemos várias instruções que penso serem próprias ao conselheiro bíblico. Temos instruções para que haja consolo, conselho, admoestação, instrução e discipulado no seio da igreja. As características próprias para que tais atividades possam ser corretamente desempenhadas pelos cristãos são, portanto, aqueles indispensáveis ao conselheiro bíblico.  Nesse sentido, podendo haver outras atividades, podemos tomar as seguintes essas atividades como diretrizes, para que, destas, investiguemos as qualidades essenciais do conselheiro bíblico. Consolo tem a ver com os momentos difíceis da vida. É a atividade que exige qualidades que ligue o conselheiro e o aconselhado além do conteúdo. Emoções estão fortemente envolvidas e as qualidades do conselheiro devem atender a necessidade do aconselhado a um tempo de cho...
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Família é como qualquer ciclo de convívio. Temos pessoas de todos os tipos, com seus defeitos e qualidades. A diferença está em seu papel, logo, em seu significado para cada um de nós. Famílias que se dão bem fazem grande diferença na vida das pessoas e garantem um adulto sadio e bem resolvido. Por outro lado, uma família desestruturada gera adultos inseguros, por vezes violentos e arredios ao convívio social. A profundidade dos problemas mostra a importância da família. Interessantemente, nesses anos de pastorado, tenho observado que as pessoas têm poucos problemas de família. Você pode pensar que estou errado e tenho prestado pouca atenção àqueles que adentram o gabinete pastoral, mas pensemos um pouco. O que de fato atrapalha não é a família, mas os pecados individuais. É o marido iracundo que não tem a menor paciência com os filhos. A esposa super-protetora que reage com mais violência verbal, esquecendo-se de ajudar o marido em seus pecados. Filhos sem bons exemplos que prefere...
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Dia desses, ouvindo o pregador americano, Mark Dever, tive minha atenção chamada para três perigos que a Igreja corre. Obviamente não são apenas esses três, no entanto, eles são dos mais evidentes, tendo em vista os modismos “cristãos” presentes em diversas igrejas. Segundo Dever, existe o perigo da igreja sem santidade, sem sofrimento e sem amor. A igreja sem santidade é alimentada pela supervalorização da privacidade. Hoje em dia, os membros das igrejas trazem da sociedade o pensamento de que ninguém tem nada com sua vida. Ainda que a Escritura não nos autorize à intromissão ela nos fala de mutualidades que apontam que a privacidade não significa direito a fazer o que se quer sem ser questionado. Expressões como: “exortai-vos” (Hb 3.13); aconselhai-vos e suportai-vos (Cl 3.16); orai uns pelos outros (Tg 5.16), nos mostram que a figura do corpo, utilizada por Paulo, não era apenas um exemplo, mas um modelo de nosso convívio, que nos mostra o quanto nossas vidas interessam uns aos o...

Quando o medo nos domina

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    Se você é como eu, então já errou por se importar mais, ou temer mais, aquilo que deveria vir depois. Isso é resultado dos medos que temos no coração, muito alimentados pela ansiedade, que nos leva a uma posição de urgência e vulnerabilidade, que mais tem a ver com a forma como lidamos com as circunstâncias, do que com a realidade em si. Esse medo nos domina e dirige nossas ações, levando-nos à escolhas indevidas, pecaminosas, que só agravam nossa situação.     Em 1 Samuel 13, versos 8-13, vemos um momento desses na vida de Saul. Este recebeu ordem do sacerdote Samuel, para que o esperasse 7 dias em Gilgal, próximo ao campo de batalha contras os filisteus,a fim de que o sacerdote oferecesse sacrifícios diante do Senhor. Tal trabalho tinha de ser feito unicamente pelo sacerdote – conforme ensina a Lei de Moisés –, no entanto, Saul viu a multidão se afastando pela demora de Samuel e ainda lembrava dos filisteus que se preparavam para a batalha, el...

Mensalão, Joaquim Barbosa e fé: podemos aprender algo

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    Estamos todos felizes com a condenação do núcleo político dos acusados no caso do “Mensalão”. Acostumados a ver tudo acabar em “pizza”, poucos acreditavam que esse processo poderia ter um desfecho desses.     Mais do que isso, pouco imaginávamos que algum juiz seria alvo da admiração e apoio tão forte da população. Joaquim Barbosa não só mostrou-se coerente, como também engajado na defesa de seu voto, de suas ideias, como também comprometido em exigir o mesmo de alguns companheiros de capa.     É muito bom esse momento, contudo, temos de olhar para ele com a preocupação de quem tem princípios e ideais atacados a todo o momento. Vimos ali um juiz defendendo nossas leis e aquilo em que ele acreditava, no entanto, muitos de nós, conhecedores da Palavra e engajados no Reino, não tem tido a mesma firmeza em defender e a mesma coerência em viver os princípios do evangelho.     Dia a dia, perdemos a noção de que fé e vida não s...