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Mostrando postagens com o rótulo Teologia

"Eu Sou"

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Uma frase tem ocupado muito minha mente: “Ainda que o Senhor não nos tivesse dado promessas, e não nos tivesse abençoado tanto, e não nos tivesse justificado em Cristo, ainda assim ele continuaria a ser digno de toda honra, glória e louvor e completa dedicação de cada ser humano. Servi-lo tem a ver com seu ser, antes de tudo. Suas obras só acrescentam mais motivos para que o sirvamos.” A frase é minha mesmo e me ocupou tanto pelo fato de enfatizar o ser de Deus acima de qualquer coisa. Estamos tão acostumados com o louvor motivados pelas obras e promessas eternas de Deus, que penso que esquecemos que se Deus não tivesse dado, feito ou prometido qualquer outra coisa, seu grandioso ser e o simples fato de que por isso ele é o Criador, já deveria ser motivo suficiente para o servirmos. Gosto de me lembrar da conversa entre o Senhor e Moisés. Este, com a incumbência de falar com o Faraó para que libertasse Israel, pergunta a Deus qual era seu nome. A resposta do Senhor não poderia ser mais...

Me cobre ai - Deus me livre!

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Tenho tido muito contato com histórias sobre pessoas que participam de igrejas que tem a ideia da cobertura espiritual. São muitos que gastam horas ligando, procurando, questionando e esperando pela resposta de seu líder, para tomar uma decisão. Minha esposa trabalhou por um tempo com um camarada desses, líder de uma célula de sua igreja. Seu telefone tocava o tempo todo com seus liderados, ou cobertos espiritualmente, perguntando se mandavam currículo para esta ou aquela empresa; se namoravam ou não; qual carro comprar; enfim, a cobertura espiritual era para ser encarada como uma forma de guia para a vida. Ultimamente, tenho tido uma teoria de que essas pessoas tem um problema muito sério, não só em sua fé, mas em sua experiência de vida. Penso que muitos desses não entendem o sacerdócio, o reinado e o ministério profético de Cristo sobre nossas vidas. Além disso, esses, que sentem essa necessidade de ter alguém sobre elas – alguém palpável, audível -, tem dificuldades de criação e s...

Coisas do Espírito

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Desde o Antigo Testamento vemos que o Senhor age e manifesta-se por meio de seu Espírito. Em Gênesis 1.2 vemos a primeira referência ao Espírito Santo na Bíblia. Ali temos sua participação na obra de criação descrita e de modo muito interessante. Em nossa tradução, revista e atualizada, vemos que o Espírito pairava sobre a face das águas, no entanto, a palavra hebraica tem um significado mais profundo. A palavra ali utilizada não tem apenas a idéia de pairar, mas também de chocar, como uma galinha que está sobre seus ovos a fim de que eclodam. Isso significa dizer que o Espírito foi o agente da trindade que deu forma ou fez acontecer tudo o que fora dito por Deus. Em Gênesis 6.3 vemos outro tipo de ação do Espírito Santo. Além de ter participado e dado forma à criação, o Espírito age sobre a mesma, refreando-a em sua maldade. Após a queda, o homem sofreu mudanças em sua natureza, pois, afastado de Deus, não estava mais em comunhão coma fonte de todo bem. Sua natureza caída o conduz ao...

O predestinado deve evangelizar?

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Um erro recorrente entre os que crêem na predestinação é o entendimento de que não há necessidade de evangelização. Os geralmente chamados de hipercalvinistas, acreditam que, pelo fato de Deus ter predestinados todas as coisas, não há necessidade de se evangelizar, pois os salvos irão, necessariamente, se converter. Esse é um erro que tem sua fonte na falta de entendimento do que foi predestinado e das próprias declarações bíblicas que apontam para a tarefa da evangelização por parte de todos os crentes. Antes de tratarmos da evangelização em si, devemos rever a doutrina da predestinação. Salmo 139, Efésios 1 e Romanos 8.26-39, são textos muito úteis e devem estar na mente do leitor para a compreensão da argumentação a seguir. Em primeiro lugar, temos de entender que Deus não predestinou apenas o destino final da pessoa, mas toda a sua vida. Pensar no plano do Criador como um princípio e o fim é ignorar nossa própria existência e presença no hoje, isso é, no meio. É óbvio que não estam...

Falando de restauração

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Logo após o homem ter quebrado o pacto que havia firmado com Deus, o próprio Senhor providenciou o concerto da situação. O Criador não havia desistido de ter suas ordens cumpridas. As leis dadas por ele, as quais estabeleciam a forma correta de relacionamento do homem com as coisas, com o próximo e com Deus, tinham de ser satisfeitas. Para que tal ocorresse, assim que a maldição foi anunciada, a benção foi prometida. Em Gênesis 3.15 vemos o gérmen do evangelho sendo pregado: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”. A obra da serpente seria desfeita, conforme nos relata a narrativa. Nascido de mulher, viria um descendente de Eva que, ao invés de ceder à obra da serpente, iria pisar em sua cabeça. Nesse momento ainda não se teve muita informação. Adão e Eva receberam a palavra de Deus, mas sem o entendimento exato do que viria pela frente. A revelação de Deus sobre o que viria ainda es...

Oração, um exercício de quem tem seu prazer no Senhor

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“pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres.” (Tg 4.3) Voltando a falar de oração, vejo uma importante diretriz, para nosso correto entendimento da mesma, nessa passagem de Tiago. O entendimento atual quanto a esse exercício de fé defende que a oração é o meio pelo qual podemos mover Deus a conceder as bênçãos que tanto desejamos. Deste modo, a oração se torna uma forma de chantagem, intimidação ou mesmo de birra para muitos cristãos, principalmente para os adeptos da teologia da prosperidade. No meu entendimento, uma das grandes dificuldades para nossa vida de oração, está, justamente, no que Tiago expõe aqui, que é paralelo ao que está em Mateus 6.24-33. Por termos o coração muito voltado para as coisas desta vida, tiramos Deus do foco de nosso prazer e objetivos e, como idólatras, desviamos o foco de nossa atenção para as coisas, sensações, circunstâncias, pessoas e até para as aparências. Não nos apercebemos, mas tudo isso nos impede de termos...

Um ataque nada surpresa ao comboio de ajuda humanitária

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O ataque das tropas israelenses ao comboio de ajuda humanitária provindo da Turquia, nos deixa bem claro uma coisa: a paz naquela região é impossível. Sou cético quanto à essa possibilidade, pois desde que sou criança ouço as notícias sobre as negociações de paz naquela região e nunca há um progresso realmente animador. As questões envolvidas naquele confronto são tão diversas, que penso que nenhum tipo de negociação irá satisfazer a ambos os lados ao ponto de trazer paz. A questão da terra é o ponto inicial. Devemos nos lembrar que todos os povos que ali estão se sentem no direito de possuir aquela terra. Todos se dizem filhos de Abrão, portanto, herdeiros da promessa de Deus. Nisso entendemos que o ponto não é apenas territorial, mas religioso. Ainda que tenham a mesma origem no patriarca bíblico, ou alcorânico, são povos que se odeiam profundamente. Cada um tem sua interpretação religiosa, o que os leva a encarar um ao outro como inimigos no cumprimento das promessas de Deus. Mas, s...

Princípios para a família da aliança

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Acrescentou Deus: Toma teu filho, teu único filho, Isaque, a quem amas, e vai-te à terra de Moriá; oferece-o ali em holocausto, sobre um dos montes, que eu te mostrarei. Acho que a oferta de Isaque a Deus, feita por Abraão, é uma das mais impressionantes e emocionantes histórias já contadas. Vejo naqueles dias de angústia de nosso patriarca o limite do sofrimento humano quando, por amor a Deus, um homem rompe com seus sonhos e desejos, a ponto de entregar seu tão esperado filho. Para muitos essa história parece uma seção de tortura, mas temos de entender os propósitos de Deus. Longe de um simples teste, o Senhor estava fazendo uso de sua criação, para cumprir seus desejos. Como já foi postado aqui antes, fomos criados não para nossa felicidade, mas para a satisfação do Criador. Nesse sentido, no desejo de revelar sua glória e preparar o caminho para seu Filho, Deus pediu o que havia dado a Abraão. Ainda que isso tenha causado sofrimento a Abraão, não é crueldade o Senhor exigir o q...

Oração, um exercício do poder de Deus

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O hábito de oração há muito se tornou uma prática distorcida no meio evangélico. O que nos foi dado como um meio de comunhão com Deus, é usado como uma arma numa tal de batalha espiritual. Realmente, eu creio que há uma batalha, que estamos lutando contra o nosso inimigo, mas não creio que a oração seja uma arma direta contra ele. Quero dizer que não creio que por meio de nossa oração dizemos e fazemos algo contra nosso inimigo. A oração é um meio de crescimento espiritual. Uma vida dedicada de oração nos conduz a um crescimento em nosso relacionamento com Deus, o que, necessariamente, representa um movimento contrário à ação inimigo. Por outro lado, não entendo que a Bíblia tenha ensinado a usarmos a oração, que é um canal de comunicação com Deus, como uma “metralhadora” a ser apontada contra Satanás. Penso que, de fato, a oração é um canal exclusivo para entrarmos em contato com Deus. Seu efeito é muito mais em mim, do que nos de fora, quem quer que seja. Ela me conduz mais a conhece...

Oração, um exercício em conjunto

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João 14.11-14 : Crede-me que estou no Pai, e o Pai, em mim; crede ao menos por causa das mesmas obras. Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai. E tudo quanto pedirdes em meu nome, isso farei, a fim de que o Pai seja glorificado no Filho. Se me pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. 16.23 : Naquele dia, nada me perguntareis. Em verdade, em verdade vos digo: se pedirdes alguma coisa ao Pai, ele vo-la concederá em meu nome. Em seus últimos dias, Jesus deu instruções importantes para seus discípulos. Dentre os vários assuntos abordados pelo Senhor a oração foi não só interessante, mas muito revelador. Nosso Redentor trouxe algo novo e muito significativo para o exercício de oração: pedir em seu nome. No AT não vemos qualquer tipo de pedido feito a Deus em nome de alguém que não o próprio Pai. Nenhum homem era digno de ser colocado como meio de se alcançar algo diante do Cria...

Oração, um exercício da verdade

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Continuando a falar sobre a oração, temos o ensino prático do próprio Jesus. Na sequência do texto de Mateus 6, vemos o “Pai Nosso”. Obviamente, como Cristo já havia ensinado a não usarmos de vãs repetições, temos de olhar para essa oração como um modelo. Não são suas palavras que devem ser guardadas, mas seu significado, seus temas. Por outro lado, isso não significa que não possamos, com sinceridade, orar esse modelo vez ou outra, com tanto que isso não signifique uma confiança no jogo de palavras, mas na realidade de nosso relacionamento com o Pai, por meio da oração. Há algum tempo, ouvi uma abordagem dessa oração, que muito me agradou. O Rev. George Canêlhas, abordou o Pai Nosso com um ensino sobre as prioridades. Obviamente, essa não é a única forma de abordar os temas presentes no “Pai Nosso”, só a escolhi por ter sido algo diferente do que eu já vira anteriormente. Espero conseguir expor o que meu caro amigo fez, sem piorar seu sermão - hehe. A primeira prioridade que vemo...

Oração, um exercício diante de Deus

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Como um calvinista tenho grande interesse na oração. Ao contrário do que muitos podem pensar, Calvino não foi um aficionado pela predestinação. Na verdade, ele escreveu muito mais sobre a oração do que a predestinação em sua obra magna, As Institutas. Assim como ele, valorizo esse meio de exercitar a fé, que o Senhor nos deu. Minha compreensão, no entanto, desta matéria obviamente leva em consideração a predestinação, bem como uma série de outras doutrinas. Contudo, não é meu objetivo fazer ou ficar evidenciando esta ligação com cada uma das doutrinas que levo em consideração, na hora de pensar em oração. Meu ponto aqui é vermos o ensino bíblico sobre a oração. Para iniciarmos, poderíamos tomar o ensino do Senhor no sermão do monte. Outro caminho seria partir do AT, mas penso que com a vinda de Cristo alguns aspectos mudaram, ou foram revelados, de modo que, prefiro partir do ensino de nosso redentor. Em Mateus 6 vemos a parte do sermão do monte, na qual Cristo aborda a questão da or...

Caídos até a morte; prisioneiros da morte

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A páscoa está chegando e muitas distorções da necessidade da encarnação de Cristo são vistas em nossas igrejas. Alguns tornam sua vinda apenas uma questão de mostrar, humanamente, um exemplo de amor. Isso vem de uma compreensão ruim de nosso estado, ou melhor, dos efeitos do pecado em nossa vida. Na compreensão de muitos, o homem tem capacidade, em si mesmo, de dizer sim a Deus. Isso faz da obra de nosso Redentor um abrir de portas, mas não a salvação propriamente dita, pois, no final, é o sim do pecador que o salva, para, então, ele atravessar a porta. É claro que isso inclui questões de livre arbítrio e predestinação, mas gostaria de olhar pelo prisma dos efeitos do pecado em nossa vida. Em Efésios 2.1-3, vemos Paulo falando desses efeitos de modo devastador para a existência humana. É interessante notarmos o peso de suas palavras: Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe da potestad...