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Mostrando postagens com o rótulo crítica

Quando o palhaço chora e a professora rebola

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O Brasil sempre foi um país de contrastes, mas o último, creio eu, até Satanás saiu corado. Vimos o Tiririca, com nó na garganta, despedir-se da vida de parlamentar e, enquanto isso, uma professora se agacha até o chão, lembrando os limites da coreografia sensual de É o Tchan, para demonstrar como colocar uma camisinha com sexo oral. Tiririca chora um país sem educação, sem hospital e a falta de políticos que se dediquem a resolver isso. Ele lamentou a pouca produção para tanto trabalho e dinheiro investido. Lamentou que a casa parlamentar deste país não trabalha pelo povo. A professora, enquanto nosso país caminha mau das pernas, demonstrou estar bem das suas. Foi até o chão – “chão, chão, chãochãochão” – e usa um aluno para desferir um golpe certeiro na moralidade e nos limites da educação. Fico me perguntando: vamos rir do palhaço que chora? Vamos chorar pela professora que foi submetida a mais essa coisificação da mulher? Vamos todos usar a hashtag “somos todos professora bo...

Um fundamento de 152 anos

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No último dia 12 nós presbiterianos comemoramos os 152 anos da chegada de Simonton. Vindo dos Estados Unidos e aportando no Rio de Janeiro, esse missionário deixou um legado que se espalhou por todo o país e já dura todo esse tempo. Fomos a primeira denominação a se estabelecer no Brasil e nossa história monstra, além de Ashbel Green Simonton, muitos outros missionários que demonstraram seu valor ao lutarem pela pregação do evangelho. Como exemplo desses homens abnegados até a morte, podemos citar José Manoel da Conceição. Este homem foi o primeiro pastor brasileiro ordenado. Ex padre, teve um ministério itinerante e pregou o evangelho contando com o abrigo dado por aqueles que aceitavam seu trabalho como pagamento. Morreu sozinho no Rio de Janeiro, numa noite de natal, sem glórias, agradecimentos ou honras. Poderia citar outras personagens dessa história, homens e mulheres que não procuraram honra própria, mas o espírito visto em José Manoel da Conceição é suficiente para entendermo...

A falsidade não é linda?

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A falsidade não é a coisa mais linda do mundo? Brinco assim com minhas ovelhas, me referindo ao fato de que costumamos esconder sentimentos e atitudes ruins com sorrisos e palavras doces. Ao invés de dizermos palavras duras e tomarmos atitudes drásticas, ainda que verdadeiras, podemos seguir pelo caminho da falsidade e agirmos como se desejássemos tudo de bom para alguém de quem não gostamos. É claro que estou sendo irônico, mas a falsidade é um fato cada vez menos reprovado em nossa sociedade. Nestes últimos dias, assisti embasbacado todo teatro quanto à paternidade de Ronaldo – o fenômeno... dos escândalos, da fertilidade... – de um menino nascido no Japão, de uma mãe brasileira. A mídia mostrou um Ronaldo amoroso, que aceitou facilmente seu filho. Indo além, até sua atual esposa deu as boas vindas ao menino. Tudo parece ser muito bonito e digno, mas, o único digno desta história é o tal de John, o namorado da mãe do menino, que o reconheceu, mesmo sabendo que não era seu filho. ...

Uma dura realidade, um futuro desanimador

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Ontem, fui assistir o Tropa de Elite 2. O filme é “fantástico de bom”, porém, desanimador. História bem amarrada, cheia de ação e com uma filmagem excelente, o filme desanima por mostrar de modo vívido a realidade da corrupção brasileira e suas consequências nas mais diversas áreas da sociedade. Não há novidades, mas a representação da sociedade carioca, com claras referências à pessoas reais, como ao ex-governador Antony Garotinho e o apresentador Wagner Montes, dentre outros, transportam o expectador à sua própria realidade, mas sem o risco de ser afetado por ela. Bons atores e o velho drama do Nascimento, que ainda se vê afetado por sua escolha em ser um policial que luta, realmente, contra o crime, nos deixam de olhos grudados na telona, torcendo para que os f#@$%¨* dos corruptos se deem mal. Contudo, o que mais me chamou a atenção no filme não foram as tomadas “iradas”, os diálogos carregados de realidade e as cenas cheias de ação e tiros – muitos tiros. Não, não, o mais impre...

Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz. (Jr 8.11)

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Jeremias proferiu essas palavras em sua profecia contra o povo de Israel, num tempo realmente conturbado daquela nação. O pecado se tornara uma prática suportável para todos. Desde a falta de misericórdia, passando pelos roubos, luxúria, assassinatos e chegando até à idolatria, via-se que ninguém se incomodava com a vontade de Iavé, mas o via como mais um dos muitos deuses: alguém que se deveria agradar com uma série de ritos. O fato é que a mente de Israel estava totalmente tomada com seus prazeres e com suas ambições. O povo havia experimentado grande período de prosperidade e naqueles dias haviam se esquecido de quem providenciara tal prosperidade. A aproximação com as nações vizinhas mostrou-se o grande trampolim para essa derrocada espiritual. Quando se viu grande, Israel temeu ser invadida e começou uma jornada diplomática, a fim de garantira amizade com povos vizinhos e poderosos. Seu desejo era de obter a garantia de que não seriam invadidos por esses povos e que obteriam ajud...

Evangélicos-brasileiros-livres

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O TEXTO A SEGUIR, MOTIVOU MINHA RESPOSTA QUE SEGUE ABAIXO DELE. LEIAM, SE TIVEREM TEMPO. ________________________ A liberdade à brasileira Voltei preocupada com a teoria e a prática que se alastram pelo nosso país: o da liberdade à brasileira. Pelo que vi em grandes e pequenas cidades o Brasil passa por um momento de grande licenciosidade, vulgaridade, superficialidade, besteirol. Vi meninas dançando em cima de garrafas. Sexo aberto em bailes e shows. Em novelas, programas de entretenimento, o corpo da mulher é usado e abusado. Noventa por cento da programação nacional da TV aberta é sobre cirurgia plástica, cosméticos, penteados, fofocas, brigas domésticas, rezas e “curas”, receitas, remédios, cães e bichos, violência. Piadas, de bêbado e homossexual. “Psicólogos”, “conselheiras” sentimentais e familiares usam sofrimentos de pessoas em programas sensacionalistas. Há “formadores de opinião” para qualquer assu...

Cruzada

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Ontem assisti o filme Cruzada. É uma história bem comum, com um homem tentando se encontrar, que coloca a esperança numa coisa (Jerusalém, no caso) e acaba, de fato, encontrando nos braços de uma mulher (uma magrela, no caso). Como pano de fundo dessa história, nada emocionante, o cenário das cruzadas, que deu todo o argumento e aquele ar épico ao romance. Descrevendo a coisa desta forma parece até que não gostei do filme, mas é justamente o contrário. Quando vejo um filme, não fico preso aos detalhes e nem acho que deve ser aquele filme com aquela história profunda e diálogos densos, para fazer pensar. Para mim, filme é algo para entreter e, para isso, não é preciso muito – pelo menos em termos de profundidade, pois a produção tem de ser bem cara, que é para ter muito barulho, movimento e emoção. Com tudo isso, não quero indicar que não gosto de filmes profundos, mas não são esses que busco na hora de meu lazer e descanso. O que quero abordar falando desse filme é justamente o pano ...

Já se olhou no espelho?

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Todos acompanharam, sem muitas surpresas, o samba do crioulo doido que se instalou no Senado Federal. De fato, a instalação de tal não ocorreu nos últimos dias, mas somente agora o caldo derramou. Ainda que sem surpresas, tenho certeza que a revolta não diminui por isso, essa apenas deve ser somada às tantas outras que, como bons brasileiros, já guardamos em nossa coleção de escândalos patrocinados por nosso dinheirinho surrado e protagonizados por nosso governantes. Por outro lado, tem algo que me revolta muito mais: “o sujo falando do mal lavado.” Esse é o povo brasileiro; adora criticar e apontar o erro dos outros, mas não quer admitir seus próprios erros. Não querendo justificar as atitudes daquela quadrilha eleita para o senado e câmara, mas, o que nós, como povo, podemos falar? Estamos onde estamos por nossa culpa, não de nossos governantes. Somos um povo acomodado, individualista e corrupto. Todos adoram protestar contras as coisas erradas, mas quantos, de fato, fazem algo. Nos...